5 de junho de 2010

da série Inspira-te #3

Shawshank Redemption (1994), de Frank Darabont

"(...)I find I'm so excited, I can barely sit still or hold a thought in my head. I think it's the excitement only a free man can feel, a free man at the start of a long journey whose conclusion is uncertain. I hope I can make it across the border. I hope to see my friend and shake his hand. I hope the Pacific is as blue as it has been in my dreams. I hope. " - Red


2 de junho de 2010

da série Inspira-te #2

Finding Forrester (2000), de Gus Van Sant

"Dear Jamal, Someone I once knew wrote that we walk away from our dreams afraid that we may fail or worse yet, afraid we may succeed." - William Forrester

da série Inspira-te #1


"o que de pungente pode haver num filme que foca a memória de algo que já não existe"
- James Marsh


Man on Wire (2008) - por James Marsh e Philippe Petit


"E tive de tomar a decisão de passar o peso do meu corpo do pé fixo no edifício para o pé pousado no arame. Aquilo poderia ser o fim da minha vida, passar para o fio, mas ao mesmo tempo, era algo a que eu não podia resistir." - Philippe Petit




30 de maio de 2010

Dennie Hopper [1936-2010]

"no other persona better signifies the lost idealism of the 1960s than that of Dennis Hopper."



26 de maio de 2010

Jamie Cullum no Coliseu

Porque quando as emoções são muitas as palavras não chegam para descrever.

Foi perfeito, como aliás já o tinha sido em 2006.

Para reviver mais um pouquinho...

4 de fevereiro de 2010

And so it begins... (Stockhölm, baby!)

Logo no aeroporto, uma palavra quasi-familiar:


O meu quarto gigantesco, para uma residência de estudantes:



E a vista a partir das minhas 3(!) janelas do quarto:




5 de janeiro de 2010

Wake Up

A minha música fetiche do momento.
Para acordar no novo ano.

Wake Up, de Arcade Fire

23 de dezembro de 2009

Sugestões de Natal

Para ver à lareira, debaixo da manta e com pausas para bolinhos.
(Embora nalguns a associação seja mais ténue, todos se relacionam com esta época.)

Life Of Brian

Love Actually

Die Hard

Nightmare Before Christmas

21 de dezembro de 2009

9 de dezembro de 2009

No ano de 2009

Ao longo deste e do próximo mês recordarei o melhor do que vi nos cinemas em 2009.
À parte deste ciclo de memórias estão "The Wrestler " e "Gran Torino" dos quais já falei aqui. (#1, #2.1, #2.2)

Revolutionary Road, de Sam Mendes

Da sua experiência e vocação de encenador inglês, Sam Mendes importa para a película uma linguagem teatral que complementa uma construção cénica típica de sala, não por acaso as cenas de maior impacto ocorrem em ambientes interiores com poucas distracções de fundo, onde o próprio cenário é o iniciador do drama. Lembro-me sobretudo do primeiro encontro dos Wheeler (Kate Winslet e Leonardo DiCaprio) com o filho dos Givings (Michael Shannon), onde a aparente banal posição dos personagens na sala assume relevância na descrição dos mesmos e do seu modo de vida, tudo isto numa casa cujo conforto sufoca. E é nesta atmosfera de xadrez emocional furado por uns tête-à-tête prostradores que brilham como nunca DiCaprio, Shannon e sobretudo Kate Winslet.


Plenty of people are onto the emptiness, but it takes real guts to see the hopelessness.

Se as adaptações cinematográficas de obras literárias são sempre de apreciação muito sensível, pela tentação de se compararem, mais difíceis se tornam quando o seu objecto é uma incontornável descrição da sociedade americana do pós-guerra. Sendo preciso na transcrição dos parágrafos de Richard Yates, este filme ganha autenticidade ao esculpir picos de explosões sentimentais de uma história original mais constante e fria.

1 de dezembro de 2009

Perdidos e Achados - Dave Matthews and Tim Reynolds Live at Luther College (1999)

É verdade, mais uma daquelas compras de fundo de caixote de "restos musicais" no canto de uma loja, se bem que foi um pouco puxado (cerca de 8€). Desta vez, apenas hesitei quando pensei em comprar também o Heartbreak Hotel -Elvis Presley (2€) e outros como Santana, os célebres Rat Pack, RATM, pelo mesmo preço do DM. Só desisti quando pensei no que iria comer durante toda a semana.







Acabei por trazer apenas este álbum. Por este espaço já se conhece há muito a minha admiração por Dave Matthews, um grande compositor, muito honesto em tudo o que faz e diz, sempre bastante bem disposto e com um sentido de humor infantil, que nos deixa sempre com um sorriso perante alguma macacada pateta em cima do palco.


Uma das características que mais aprecio na banda (Dave Matthews Band) é a tremenda técnica de todos os seus constituintes, e cada tema prima pela complexidade da ambiência, deixando a perceber que cada um é bastante trabalhado e cuidado antes de chegar ao senso crítico. Saliento o baixista, o "puto-prodígio" Stefan Lessard e o baterista, dos melhores que conheço, Carter Beauford.
Contudo, este é um dos vários álbuns acústicos ao vivo que foram produzidos no qual Dave (guitarra acústica) conta apenas com a participação do velho amigo Tim Reynolds, (também em guitarra acústica) que deu o seu contributo com estes pequenos "biscates" no início, mas que é agora parte integrante da banda.






Um álbum que nos dá a perspectiva de bons temas (One Sweet World, #41, Tripping Billies, Crash into Me, What Would You Say, Ants Marching, Two Step, etc.) num registo acústico, com as duas guitarras e por vezes um fundo de violino, muito discreto. Simplista no que toca à audição, como se quer, mas que reflecte ainda mais, se possível, o virtuosismo e a sinergia entre os dois músicos, com espaço para a "derivação musical pré-ensaiada" já habitual nos temas principais quando tocados ao vivo. Fica a sugestão.

15 de novembro de 2009

Thomas Newman

A simplicidade de uma ou duas notas agudas no piano marcam bastante a minha ideia quando ouço falar em Thomas Newman. Lembro-me imediatamente da primeira vez que vi o Shawshank Redemption. Aquelas duas ou três notas endireitaram-me no sofá e obececaram-me durante uns tempos. O tema do Six Feet Under é de outro mundo. Até o Wall-e e o Nemo têm o seu cunho.


Todos estes temas me marcaram, uns mais do que outros, é certo.
Mas este é para quando tudo parece parar por momentos e um saco de plástico dança ao sabor do vento. Nada mais interessa.

Ricky Fitts:" It was one of those days when it's a minute away from snowing and there's this electricity in the air, you can almost hear it. And this bag was, like, dancing with me. Like a little kid begging me to play with it. For fifteen minutes. And that's the day I knew there was this entire life behind things, and... this incredibly benevolent force, that wanted me to know there was no reason to be afraid, ever. Video's a poor excuse, I know. But it helps me remember... and I need to remember... Sometimes there's so much beauty in the world I feel like I can't take it, like my heart's going to cave in."

Lester Burnham: "[...]And then I remember to relax, and stop trying to hold on to it, and then it flows through me like rain and I can't feel anything but gratitude for every single moment of my stupid little life... You have no idea what I'm talking about, I'm sure. But don't worry... you will someday."

- American Beauty -

12 de novembro de 2009

Lar doce lar

Lar doce lar,
"- Oh, that's a cliché.
- You're right (...) Sometimes a cliché is finally the best way to make one's point"

Woody Allen regresa a casa, volta à sua cidade, Nova Iorque, e ao seu género, o filme à Woody Allen. Sente-se o conforto desta familiaridade revisitada nos passeios de Manhattan e nas esplanadas de café que os ocupam, chega-nos o cheiro a peixe dos mercados de Chinatown e aconchega-nos um intimismo que só um apertado apartamento duma cidade de milhões pode oferecer. Lá dentro convivemos com Boris Yellnikoff e Melody St. Ann, um snob cientista fora da validade e uma primaveril Mississipiana com um intelecto para preencher. Sobre este díptico quasi-assexuado pinta Woody o seu humor neurótico, com a mesma textura de sempre, mas no tom mais grave de Larry David, que se canta e recanta os parabéns cada vez que lava as mãos.


Tal como num regresso a casa de uma grande viagem, nos primeiros dias gozamos o desvanecer das nossas saudades até depois o tédio nos obrigar a sair e voltar a apanhar a chuva que vemos cair lá fora. Talvez para prevenir um ataque de panico existencialista a horas pornográficas, Woody Allen ficou-se pela primeira parte.

5 de novembro de 2009

No ano de 1959 #6

(#1, #2, #3, #4, #5)

"Kind of Blue" - Miles Davis


Era a única maneira de fechar o ciclo de homenagens ao ano 1959. Quando se fala nos maiores, aquilo que na minha análise funciona de crivo é a revolução, material ou ideológica, que essa personalidade realizou. Não me atreveria a discutir quem foi a maior ou a mais importante
figura na história do jazz, até porque só cá cheguei há pouco mais de 20 anos e o género já se ouve há quase um século, mas não esquecendo Louis Armstrong, a maior influência no Jazz que hoje nos chega aos ouvidos é irrefutávelmente Miles Davis. Quando perguntamos ou ouvimos perguntar a qualquer músico, seja de Jazz, de Blues ou mesmo de Soul quais os seus autores de referência, mais que frequentemente escutamos o nome Miles Davis. E nenhum álbum terá contribuído mais para a revolução 'Milesiana' que "Kind of Blue".


Reza a lenda que Miles terá escrito todo o material em apenas dois dias na semana de véspera da gravação, e que só terá partilhado as suas composições com os músicos que com ele tocaram (elenco de luxo: John Coltrane, Billy Evans, entre outros) já no estúdio imediatamente antes de gravar. E o que dali saiu no fim do dia (na verdade houve duas sessões de gravação) ecoará até à eternidade.
Com o estudo da nova perspectiva de improvisação apresentada por George Russell que incidia sobre o uso da escala em lugar da alternância de acordes, e depois das experiências em 'Milestones' no ano anterior, Miles Davis gravou 'Kind of Blue' totalmente baseado no 'modo/modalidade' e esta mudança de paradigma explanada numa interpretação magistral e sem artifícios ou protuberâncias (Miles Davis não era o maior dos virtuosos) resultou um som de uma subtileza quase etérea e inimaginável no panorama do jazz da altura (auge do be-bop de Charlie Parker e Dizzy Gillespie). Houve quem se referisse a este trabalho como a destilação da Arte de Miles Davis.

"Kind of Blue" ficou como o álbum que se empresta a alguém que quer experimentar ouvir Jazz, é preciso dizer mais?