28 de junho de 2009

His life? A real thriller... His career? No one will ever beat it...


Pois é, a personagem cujo conjunto de doenças que lhe foram (pseudo?) diagnosticadas faz tremer um hipocondríaco primário deixou-nos.


A notícia deixou-me atordoado, como a todo mundo, obviamente. O puto, o rapaz, o jovem que revolucionou a música a nível mundial de forma estonteante, comparável a Hendrix e a Presley deixou-nos um grande vazio. Alguma vez será suplantado? Duvido.


Que mais dizer? Debitar a discografia? Não me apetece. Os Jackson 5, posteriormente apenas Jacksons, nunca me disseram grande coisa, do que ouvi. O êxito surgiu pela novidade. Mesmo os primeiros albuns a solo. E de repente: "Off the Wall". Hum, espera lá, que isto tem sentido. "Thriller". E foi, é e será Rei. O Álbum. A forma numa época conturbada como um preto se impôs mundialmente com tanto exito saído dali... Grande Quincy Jones, o mestre. "Bad". Pode falar-se em confirmação? Não. Um grande album também, mas o que pode competir com o mais vendido de sempre?


A vida? Repleta de peripécias. Ainda bem que sou filho único, nem que seja só para não ter de aturar irmãos. Ainda bem que sou branco e saudável qb (sim, sou hipocondríaco), para n ter de suportar plásticas, testes, exames, outras operações, comprimidos, drogas e manias, etc. Ainda bem que não tenho dinheiro pra chamar à atenção o problema da fome no mundo, das favelas do brasil, de fundar e patrocinar dezenas de fundações para crianças, pois mais tarde ou mais cedo caíriam em cima de mim, fundamentadamente ou não.


Assim se cria uma era de 50 anos. E agora?

Fica aqui a minha homenagem.





beat it-MAJLopes.wav -

18 de junho de 2009

Um post sobre futebol...ou mais que isso.


Os americanos dizem que o soccer é um desporto para maricas.
Deixem-me dizer-lhes isto: estes jogadores têm-nos grandes.

23 de maio de 2009

Marinho Pinto vs Manuela M. Guedes

O circo chegou ao jornal nacional!! A Manuela ouviu das boas... xd

Isto a propósito disto... xd

22 de maio de 2009

Desabafo

Porque é que as manifes, greves e afins têm de estar sempre situadas entre a minha faculdade e a minha casa? Porquê? Que falta de imaginação! Uma hora no autocarro!! Haja paciência! Mudem o disco... please!!

20 de maio de 2009

David e Rita - Hold Still

A minha favorita do David Fonseca.
Porque é com a Rita Red Shoes.
Porque é sobre a distância.
E porque nalguns planos a Rita me lembra a Audrey Hepburn.


14 de maio de 2009

"Os Filmes" #2.1


Os Filmes - E os seus protagonistas.

Quando se fala e se escreve de filmes, um dos aspectos mais consensuais é a apreciação dos seus protagonistas. Pegando como exemplo a atribuição de prémios na àrea do cinema, não raramente se verifica que as categoriais individuais são as de maior previsibilidade. Mas será então a análise da representação assim tão linear?

Um ponto sobre o qual sobejam opiniões distintas é o que questiona 'quanto' do actor deve estar presente na representação. Se um bom actor é aquele que nos faz esquecer ele próprio e que inventa uma nova pessoa a cada papel, ou o que transfigura o seu próprio carácter à imagem da personagem, sem no entanto perder o seu âmago, adicionando uma autênticidade que transcende o que estava escrito à partida.
Sobre as mulheres de 'Sonata de Outono' de Ingmar Bergman, João Bénard da Costa perguntava-se onde acabavam a Eva e a Charlotte e começavam a Liv Ullmann e a Ingrid Bergman.
É essa mesma interrogação que faço quando abordo os papéis principais de "The Wrestler" e "Gran Torino".



Walt Kowalsky é um veterano da guerra da Coreia e reformado de uma linha de montagem da Ford. Viúvo, carrega no seu esgar uma solidão crespuscular, à qual se agarra como auto-defesa de um novo mundo que o rodeia sem que ele o compreenda.

A verdade é que em Kowalsky, não vemos só Kowalsky, vemos o Dirty Harry, vemos o imperdoável Bill Munny e até mesmo Blondie. O sobrolho carregado de Walt traz-nos todos estes seres do imaginário Eastwoodiano, que tanto lhe valeram os elogios dos cinéfilos como lhe conferiram uma aura de rudeza, típica de uma figura intratável.
Eastwood, recorrentemente rotulado de ultra-conservador, nacionalista, por alguns mesmo acusado de racismo, sempre desenhou nos seus personagens uma austeridade altiva, e difusas impressões de machista e justiceiro sem lei.
Walt Kowalsky mostra tudo isso, e é com Walt Kowalsky, que Clint Eastwood desmonta todo esse estereótipo. Fá-lo numa apoteose que cativa e depois arrebata. E assim assistimos, compassadamente e num tom profundamente harmónico, a uma descida à essência.
Clint despede-se do espectro visível do cinema com o seu melhor papel, ou, na melhor das definições, com o seu papel definitivo.

6 de maio de 2009

"Os Filmes" #1

Os Filmes - E eu.

4:00 da manhã, apercebo-me a andar às voltas no meu quarto, devo estar nisto há um bom quarto de hora.
Tenho sono, tenho aulas amanhã, mas como dormir se o meu estado de arrebatamento não me permite parar quieto, quanto mais deitar. Motivo: acabei de ver um filme, no caso "The Wrestler".
Nesta inquietude paro de frente para o poster do "Rocky" e relembro-me das vezes que a cassete do filme passou no meu video VHS, e do meu igual êxtase e admiração pela aquela história, por aquele personagem.



4:00 da manhã, chego a casa. Abro os portões, ponho o carro, desligo-o, fecho os portões. Faço tudo isto em 'piloto-automático', enlevado, quase alienado das minhas próprias acções.
Encontro-me absorto, aquele estado de espirito que nos assoma algum tempo após momentos de comoção. Ando nisto há meia-hora, desde que saí do cinema.
Poucas palavras terei trocado depois de me sentar para ver "Gran Torino". Desta vez, não são as memórias, a saudade ou a melancolia que me consomem. Será mais a surpresa, o espanto e o pasmo, todos de cariz emotivo, que me bloqueiam o sistema.



Concordo com quem disse: "Quem não tem capacidade para ser surpreendido, está morto." Pelo menos para as artes estará decerto morto. Agradeço por isso, esta minha abertura ao espanto.

É por isso que gosto de cinema. É por este arrabatar, sobretudo emocional, mas também contemplativo, é por estas exaltações interiores que esta arte, mais que qualquer das outras, me provoca. É certo que são relativamente raras as obras com essa capacidade, e por isso mesmo, a alegria é maior quando encontramos películas de tal magnitude, não apenas nos arquivos cinematográficos mas também em objectos contemporâneos, como são as duas obras que trouxe para exemplo.

Longa vida ao cinema.

24 de abril de 2009

"Gaivota"



Está tão brutal!

22 de abril de 2009

Aulas para pessoas insensíveis, mas com alguma dose de sensibilidade xd

Este post não é para pessoas sensíveis, estou a avisar! Vai tratar-se de uma breve descrição das minhas aulas práticas de anatomia patológica e da crescente frustação que as mesmas me fazem sentir relativamente ao meu sentido (sobretudo) táctil.

Só para dar um ideia básica, são três horas por semana, de pé, sem intervalo, que por vezes se prolongam quando o tempo é insuficiente. A descrição odorífera e visual fica para os colegas presentes que tal como eu não se impressionam com qualquer coisinha (xd) e não quero correr o risco de despertar nalgum leitor que por aqui se perca, algum sentimento de repulsa. Posso apenas dizer que não é bonito de se ver, pelo menos à primeira vista. A nível médico e científico é incrível. Contudo, mais que a o "espectáculo" visual, o cheiro a podre, os pêlos que nos atrofiam o nariz, o sangue nas mãos, nas batas, facalhões, bisturis e afins, (ok ,eu disse ía evitar sentimentos de repulsa) o que mais me incomoda é mesmo a minha falta de sensibilidade. Temos portanto um baço na mão, um fígado, um pulmão, uma massa tumoral, qualquer coisa... que devem ser acompanhadas de respectiva e pormenorizada descrição: friável, consistente, firme, range ao corte, sólido, quístico, exuberante, discreto, moderado, aspecto atoucinhado, branco amarelado, amarelo esbranquiçado, cor de ferrugem, vermelho muito escuro, negro, brilhante, translúcido, opaco, liso, rugoso... oh god! A minha capacidade táctil e visual não tem estes modos todos... além de uma dose de sensibilidade superior também seria útil um dicionário de sinónimos para a aula e respectivos relatórios... já estive mais longe de arranjar um.

E pronto, são as peripécias de quem frequenta o melhor curso de sempre. :D

18 de abril de 2009

"Luz e Escuridão" de Stephanie Mayer

Finalmente algo que voltou a viciar-me após a emocionada(ante) despedida de Harry Potter. A saga "Luz e Escuridão", de Stephenie Mayer, a escritora do momento. Desengane-se quem julga tratar-se do mesmo cliché de sempre: vampiros, mordidelas, sangue e lutas. S. Mayer soube pegar num tema mais que batido na ficção e convertê-lo numa história repleta de originalidade e emoção, que tende a agarrar-nos do ínico ao fim. Trata-se de uma escrita simples e fácil, agradável e sedutora de tão doce. Não se trata de uma história de amor comum, básica e já vista. A base da saga é de facto um tema, julgámos nós mais que saturado, mas Mayer conseguiu reinventá-lo de maneira eficaz. Funciona e vende muito, é um facto. Mas o comercial não é necessariamente mau, como muita gente gosta de pensar.
"Luz e Escuridão", a saga iniciada por "Crepúsculo", que se continua com "Lua Nova", "Eclipse" e agora "Amanhecer", encerra duas personagens principais incrível e surpreendemente ricas. Edward Cullen, o assombroso e perfeito vampiro... um dos personagens mais aliciantes dos últimos tempos... deslumbrante no verdadeiro sentido da palavra. Capaz de lutar contra os seus instintos mais básicos, mais sufucantes e turturantes pelo amor de uma Bella, que se olha de modo completamente desfigurado, que não se vê, nem é vista talvez porque a sua riqueza interior não é visível aos olhos de todos, dos "tolos", alguém me disse... os tais que veêm superficíes. A sedução e o enebriamento mútuo das personagens envolvem-nos num clima tenso, que vai muito além das típicas peripécias vampirescas; onde nos vemos arremessados para um mundo de relações complexas, neste caso, não apenas humanas, onde as diferenças se tornam de facto obstáculos, mas não impedimentos. As relações entre pais e filhos que se veêm como desconhecidos, relações maternais à distância, o poder da amizade, do amor romântico e familiar, são ingredientes de uma história no sentido literal irreal... mas que nos faz acordar os sonhos e pensar que podemos ser muito mais que isto, meros humanos conformados e cegos perante as magias da vida.












Eu vou passar agora para o "Eclipse" e não quero parar. Estou oficialmente viciada!

26 de março de 2009

MGMT


E a banda revelação de 2008, descubro-a em 2009.
São os MGMT, sigla para Management, a primeira designação do grupo.

São, com os Vampire Weekend, as primeiras grandes evoluções do indie-rock. O que os músicos da city "misturaram" com uma sonoridade étnica, dos cornos de África, este duo de Brooklyn "electrificou".
Experimentam um ambiente misto, de um lado o easy-listening, o pop, do outro uma vertente mais psicadélica, quase dance.
De tudo isto, resulta um som contagiante e passível de ser ouvido em qualquer ocasião.

O seu álbum mais recente, "Oracular Spectacular", começa logo com a sua estrela maior: #1 - Time to pretend, e continua a brilhar com #3 - The Youth e #5 - Kids.


Time To Pretend - MGMT

17 de março de 2009

In the Year of 1967 #4

Era, para Paul Newman, o seu filme preferido.

Newman interpreta Luke, um homem misterioso que deambula pela vida, com um sorriso aberto na cara.
Encarcerado por um delito menor, socializa com os demais, inspirando-os.

Luke é a procura de significado.
Luke é a negação da derrota.
Luke é a recusa da resignação.

Um dos grandes personagens da história do cinema, num filme terrivelmente actual.
Ensaio sobre a dignidade e condição humana.
Num local onde esses conceitos se aprendem sem serem ensinados.
Assim é Cool Hand Luke.

10 de fevereiro de 2009

In the Year of 1967 #3

"And here's to you, Mrs. Robinson..."

The Graduate
De: Mike Nichols
Com: Dustin Hoffman, Anne Bancroft e Katharine Ross


29 de janeiro de 2009

In the Year of 1967 #2


"Nights in White Satin"
- Moody Blues


In the Year of 1967 #1


"A Whiter Shade of Pale"
- Procol Harum