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2 de setembro de 2009

Fotografia Molecular

Uma equipa de investigação da IBM em Zurique bateu o 'record mundial' de resolução máxima de imagem. Usando a non-contact atomic force microscopy, pela primeira vez se consegue ver de facto a estrutura atómica de uma molécula, no caso o pentaceno.Quando jovem imberbe iniciado na escola, e pela primeira vez olhei por um microscópio não imaginava que iria ver algo assim, mas qualquer coisa parecida. Então depois de me dizerem que havia ultra-microscópios de varrimento electrónico, etc... pensei que fosse possível ver tudo o que existe. Com o evoluir do tempo e dos ensinamentos lá fui compreendendo as limitações da tecnologia e cheguei à conclusão que a ideia de conseguir ver àtomos era a coisa mais ingénua que tinha pensado. E isso foi para mim um pouco como a morte do Pai Natal na infância.
Quando vi esta imagem lembrei-me da tal primeira vez ao microscópio e achei engraçado como em tão pouco tempo utopias caem. E afinal o Pai Natal pode existir, cientificamente provado.


12 de fevereiro de 2008

Henrique Fernandes - premiado com uma bolsa europeia

Hoje venho puxar “a brasa à minha sardinha” ;)

Foi com imenso orgulho que tomei conhecimento que Henrique Veiga Fernandes, 35 anos, português, licenciado em medicina veterinária na Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa foi um dos 200 premiados (entre cerca de 9000 concorrentes) com uma bolsa de 1,9 milhões de euros, atribuida pelo Concelho Europeu de Investigação.

Este professor doutor, doutorado em biologia molecular e celular na Universidade René Descartes, em Paris e pós-doutorado (duas vezes) no Instituto Necker de Paris e no Instituto de Investigação médica britânica, vai então regressar a Portugal e no Instituto de medicina molecular, juntamente com uma equipa comandada e seleccionada por ele, vai proceder (durante os próximos 5 anos) à investigação sobre o RET, um gene que pode transformar-se num gene causador de cancro. O estudo incidirá sobre o papel deste gene no desenvolvimento e na função dos linfócitos, células do sistema imunitário e nas implicações do mesmo em certas doenças auto-imunes, como a artrite reumatóide.

Este projecto coloca-nos mais próximos do que se faz lá fora (Europa). Orgulho :).


29 de agosto de 2007

"Bodies exhibition"

“O corpo humano tal como nunca o viu!” É este o slogan que podemos encontrar nas dezenas de anúncios que se distribuem entre a televisão, rádio, cartazes e internet e que publicitam a exposição “Bodies exhibition” que se encontra à disposição de todos nós, mediante o pagamento de um valor que de simbólico tem pouco, em Lisboa no museu nacional da história natural!

Esta exposição encontra-se em exibição desde maio e termina já em setembro. Aconselho aqueles que ainda não tiveram o previlégio de a visitar que se apressem. Trata-se de uma experiêcia realmente única e no mínimo diferente.

Encontram-se expostos corpos e orgãos de pessoas que morreram de morte natural e que doaram o seu corpo para a ciência.
A exposição encontra-se dividida em nove sectores, que totalizam um conjunto de 16 corpos e 225 órgãos verdadeiros. São eles o “esqueleto”; “sistema muscular, “sistema nervoso”, “sistemas respiratório”, “sistema digestivo”, “sistema urinário”, “sistema reprodutor”, “sistema circulatório” e “o corpo tratado”.
Em todos eles, o corpo humano encontra-se tratado de um modo fascinante através de processos de dissecação e preservação complexos, que permitem a cada visitante aprender mais acerca do seu corpo tal como ele é. Os corpos estão de tal modo bem tratados e conservados que chega a custar olhar os seus rostos, aos quais parece ter sido dada uma certa expressividade. É incrível!

Todas as vitrines se encontram acompanhadas de informação que nos ajuda a compreender de forma simples o tema tratado em cada material exposto. Podemos também optar por nos fazermos acompanhar de um aparelho electrónico através do qual podemos “ouvir” informação que clarificará a nossa mente acerca de cada caso mostrado.

É uma experiência decisivamente única, diferente, fascinante, até chocante e claramente imperdível! Um modo único de nos conhecermos a nós próprios tal como somos e de percebermos que somos seres espantosamente perfeitos mas também incrivelmente vulneráveis!





8 de agosto de 2007

Perspectivas científicas...

Já há uns tempintos que não escrevo no blog... as férias têm estimulado a preguiça! Mas os meus "companheiros de equipa" têm desempenhado bem a função deles... e para não ficar atrás, resolvi escrever sobre um tema que julgo no interessa a todos =).
Já li vários artigos em revistas que o abordam a nível científico e até na faculdade já vi exposto material sobre o mesmo... enfim... resolvi escrever um post sobre a paixão, numa perspectiva cientifica..

"As paixões são como as ventanias que incham as velas do navio. Algumas vezes o afundam, mas sem elas não se pode navegar." (Voltaire)

A paixão... pois é... pelos vistos existe explicação para o fenómeno (onde é que os cientistas não se metem, não é verdade?).
O acelerar do coração, a humidade nas mãos, o chamado corar, a dificuldade de concentração e em dormir... enfim, todas aquelas reacções corporais que se verificam quando estamos perante “aquela” pessoa e que na maioria das vezes nos fazem parecer uns idiotas... enfim... têm uma justificação.
Dopamina, fenietilamina, noradrenalina, oxitocina. Todas estes produtos são comuns no corpo humano, actuam no cérebro, e em níveis elevados promovem as reacções referidas anteriormente, causando igualmente a sensação de felicidade; suspeita-se que a produção destas substâncias possa ser desencadeada somente por um olhar ou aperto de mão. XD

Contudo, parece que a paixão possui um prazo de validade, afirmam os cientistas que será de 18 a 30 meses, até ao nosso organismo se tornar resistente à acção dos estimulantes acima indicados. :(

Estas reacções não se verificam com todos os seres com quem nos relacionamos do sexo oposto (não referindo excepções), por outras palavras, não nos sentimos apaixonados por todos os homens ou mulheres com quem nos cruzamos. Existem várias explicações para o facto. Julga-se poder ser uma tendênica inata e primitiva, de optar por aquele que nos parece (inconscientemente) poder originar descendentes mais fortes e saudáveis. Por outro lado estudos no campo da psicogenética, referem a existência de uma programação inata que nos "sintoniza" com alguém no mesmo comprimento de onda. O contrário também parece ser válido, por vezes fascinamos-nos por quem vê a vida de modo diferente do nosso.

Só tenho mesmo a dizer que somos uns seres realmente estranhos e complexos...lol.

Não é um texto muito aprofundado, é a apenas um “cheirinho” para vos incitar, caros leitores de todo o mundo, a pesquisar sobre o tema.


1 de julho de 2007

O sonho do bandido - Dermatopathia Pigmentosa Reticularis

Estava eu a ler a "National Geographic" do mês de junho e eis que no virar da página surge uma informação no minimo curiosa e da qual não fazia a menor ideia. Na ausência de inspiração para escrever no blog ultimamente, pareceu-me uma ideia passível de ser postada.

Então aqui vai...
Não é que existe uma doença, que qualquer criminoso gostaria de ser detentor???

Confusos???

Passo a explicar...

Dermatopathia Pigmentosa Reticularis (ainda mais confusos??). Pois é! Trata-se de uma doença transmitida geneticamente. É autossómica dominante e resulta de um defeito genético numa proteína também responsável pela morte prematura das células.

Os indivíduos portadores desta anomalia na proteína em questão possuem vários problemas a nível de pele, tais como pigmentação castanha irregular ao longo do corpo, hiposudorese (dificuldade em transpirar), pele fina e o facto mais sinistro é que estas pessoas não apresentam um padrão único de dermatóglifos nas palmas e dedos das mãos, de modo mais claro... não possuem impressões digitais!!!

Seria o paraíso para qualquer bandido! Contudo, tratando-se de uma doença bastante rara, calculo que a probabilidade de vir uma alma ao mundo com vocação criminosa e simultaneamente portadora desta deficiência genética, seja de facto reduzida!! =)

Nas aulas de antropologia em que tive de andar a desenhar e a contar linhas das impressões digitais, teria tido um trabalho menos árduo, se me tivesse sido "fornecida" uma mão destas!!LOL.