in "O Público", 29/01/08.
Começou então, na semana passada, oficiosamente, a campanha eleitoral para as eleições legislativas de 2009.

Quem me conhece deve estar a pensar: 'Este gajo está bom? Isto não é nada dele...'
Realmente tem nada a ver comigo elogiar um músico português... Mas também, não percebo... Quem é que falou em elogiar?
O título diz tudo.
Isto vem a propósito de uma entrevista ao artista (curioso este termo, só o encontro em portugal para nos referirmos a um musico...porque será?) que li este fim de semana numa revista do correio da manhã feita por José Manuel Simões.
" O cantor de 'Chico Fininho' está aqui exposto como nunca. Sem papas na língua e muita revolta, aponta feridas e o dedo em riste a um povo, o nosso, 'hipócrita,medroso, cobarde e conformista' ". Assim reza a introdução da entrevista. Muito bem encaminhada, de referir. Aconselho a sua leitura na íntegra.
Isto de facto é espectacular, o nosso país.
Rui Veloso diz a certa altura: "Nós tivemos de mendigar uma lei para passar 25% de musica portuguesa e mesmo assim sofremos muitas resistencias. Inclusivamente o PSD votou contra. Isto é uma vergonha. Tratam-nos como palermas, ou palhaços, e ainda nos passam um atestado de idiotice."
Isto é tão regozijante pra mim. Estou a escrever estas palavras com um sorriso tamanho. Maldoso? Talvez. Injusto? Vamos ver.
"-É muito exigente? -Sou, mas o país não corresponde ao meu grau de exigência. O português é cobardola, vive num clima de medo, é fatalista e conformado. Ninguém protesta nem exige nada"
Entre outras maravilhosas declarações, entre as quais "... por causa destas coisas é que eu preferia ser espanhol ou inglês.","... é muito dificil viver num país onde não há cultura de excelência...".
Por mais que só fique bem a uma figura pública como o Rui Veloso dizer isto (ah, pois, eu sou sarcastico, é verdade), vamos por partes.

Sim, sou eu.. Não é preciso tanta admiração!
Nem tanto a ver com o facto de ser um meticuloso e não arranjasse motivos de post, mas devido ao factor aulas e ao factor tempo (relacionado, claro, com um exponencial terceiro factor - preguiça) realmente desleixei-me...
Escrevo agora para partilhar algo brilhante, genial? nem pensar.
Este post é um relato de um episodio veridico que me foi confidenciado. Passou-se há cerca de 3,4 anos. Não é de todo uma historia desconhecida para muitos , mas confesso que só aqui há atrasado é que tomei conhecimento disto. Incrível.
Normalmente há aquelas anedotas de aulas de medicina que envolvem alunos nerds e assim... Esta não tem a ver com nada que tenham ouvido falar até aqui. A não ser que conheçam a historia e a pessoa em questão.
Numa aula de uma cadeira qq de medicina (disseram-me qual mas eu não me lembro) estuda-se o aparelho reprodutivo masculino, mais propriamente a composição quimica do esperma.
A dada altura uma aluna pergunta ao professor catedrático:
-Professor, o esperma é então uma solução rica em açucares, glucose, etc., certo?
-Correcto.
-Então porque é que o sabor é amargo?
Ihhhhhhhhhhh!!
Uma piada recorrente.
Claro, risota geral na turma, e a aluna já nem sequer poderia sair à rua pois dizer uma coisa destas numa aula de medicina é demasiado mau.
O professor, sempre muito digno, deixa passar uns 5 min e o gozo lá diminuiu de intensidade.
E, virando-se para a ruborizada aluna, declara tão somente:
-Isso é porque as papilas gustativas estão situadas mais na extremidade da lingua e não tanto no fundo da garganta...
Tchhhhh...
Garrincha

Título
- Internacional
- Nacional
Maior promessa:
- Benzema (O. Lyon)
- Adrien Silva (Sporting)
Maior desilusão / Promessa Adiada:
- Lassana Diarra (Arsenal [Portsmouth])
- Fábio Coentrão (Benfica [Nacional])
Melhor Aquisição (relação custo-rendimento):
- Keita (Sevilha)
- Fajardo (Guimarães)
Maior Flop:
- Tiago (Juventus)
- Bergessio (Benfica)
Melhor Jogador:
- Káká (A. C. Milão)
- Lucho González (F. C. Porto)
Golos
1. Leo Messi, Barcelona vs. Getafe.
2. Ricardo Quaresma, Portugal vs. Belgica.
3. Quagliarella, Sampdoria vs. Chievo.

... e fiquei com vontade de o ler.
Uma meia hora bem gasta, com Lobo Antunes:
(Bem a propósito do post anterior...)
"Ernest Hemingway once wrote, "The world is a fine place and worth fighting for." I agree with the second part. "
William Somerset, em Se7en.
Muitas vezes, paro e fico a olhar o que me rodeia, a absorver os detalhes, a questionar-me sobre certos aspectos da vida, ou simplesmente a observar as pessoas...
Existe alguém que "volta e meia" gosta de referir que sou um ser esquisito e talvez não seja grande mentira... Mas enfim, “ cada burro com as suas manias”.
Nesta época natalícia, esse tipo de observações tornam-se particularmente enriquecedoras.
Tudo transpira natal... as cores, os cheiros, os paladares...
A caminho da faculdade, o autocarro fica o que me parecem ser séculos parado no trânsito da rotunda do marquês. Olho em volta, e aproveito para apreciar a beleza do NATAL; as pessoas continuam a correr de um lado para o outro, esse facto não muda... mas trazem sacos nas mãos, com embrulhos coloridos, laços, presentes grandes e pequenos. Ilusão minha ou talvez não, as pessoas estão mais alegres. É inevitável, esta altura é dedicada àqueles que mais gostamos. Passamos mais tempo a pensar neles e temos necessidade de os presentear; de preparar coisas boas e bonitas para a ceia, para que os raros momentos em família que se vivem hoje em dia sejam mais perfeitos.
A montra do café tem uma mesa cheia de supostos embrulhos, há bolos-rei e enfeites. Na esquina, há o senhor que vende castanhas... cheira a elas... e estão quentes, contrastando com a temperatura que se verifica e que nos obriga a andar cheios de roupas. E para completar o quadro, no início da avenida da liberdade há uma escultura que diz AMOR em letras gigantes! À noite quando regresso, o meu lado infantil revela-se em força e tal como em criança continuo a ficar maravilhada com a imensidão de luzes, que invadem lisboa e tantas outras cidades.
Mesmo sabendo que as próximas semanas vão ser aterradoras, de estudo intensivo e preocupações acrescidas, não consigo deixar de me sentir extremamente calma e feliz e de reparar em tudo; nas luzes, nas músicas de natal e nos homenzinhos de barba com barriga de vinho que se vestem de pais natal e fazem as crianças sonhar, no senhor das castanhas que torna os dias gélidos mais confortáveis e de pensar no quão perfeita é esta época.
Talvez isto tudo seja apenas uma camuflagem das coisas más que assolam o mundo, mas o meu lado infantil e sonhador que se manifesta ainda mais nesta altura, permite-me acreditar que a cada ano que passa estas coisas bonitas se vão tornando mais reais e passíveis de apreciar por um maior número de pessoas. E que cada vez mais teremos todos, pelo menos, um natal mais quente e preenchido de afectos.