26 de março de 2009

MGMT


E a banda revelação de 2008, descubro-a em 2009.
São os MGMT, sigla para Management, a primeira designação do grupo.

São, com os Vampire Weekend, as primeiras grandes evoluções do indie-rock. O que os músicos da city "misturaram" com uma sonoridade étnica, dos cornos de África, este duo de Brooklyn "electrificou".
Experimentam um ambiente misto, de um lado o easy-listening, o pop, do outro uma vertente mais psicadélica, quase dance.
De tudo isto, resulta um som contagiante e passível de ser ouvido em qualquer ocasião.

O seu álbum mais recente, "Oracular Spectacular", começa logo com a sua estrela maior: #1 - Time to pretend, e continua a brilhar com #3 - The Youth e #5 - Kids.


Time To Pretend - MGMT

17 de março de 2009

In the Year of 1967 #4

Era, para Paul Newman, o seu filme preferido.

Newman interpreta Luke, um homem misterioso que deambula pela vida, com um sorriso aberto na cara.
Encarcerado por um delito menor, socializa com os demais, inspirando-os.

Luke é a procura de significado.
Luke é a negação da derrota.
Luke é a recusa da resignação.

Um dos grandes personagens da história do cinema, num filme terrivelmente actual.
Ensaio sobre a dignidade e condição humana.
Num local onde esses conceitos se aprendem sem serem ensinados.
Assim é Cool Hand Luke.

10 de fevereiro de 2009

In the Year of 1967 #3

"And here's to you, Mrs. Robinson..."

The Graduate
De: Mike Nichols
Com: Dustin Hoffman, Anne Bancroft e Katharine Ross


29 de janeiro de 2009

In the Year of 1967 #2


"Nights in White Satin"
- Moody Blues


In the Year of 1967 #1


"A Whiter Shade of Pale"
- Procol Harum


23 de janeiro de 2009

Música de filme

Muito se tem falado que já não há músicas de filme. Com a massificação de oferta e a rapidez com que cada novo trabalho chega ao ouvinte através da internet, seja pelo ITunes, seja por sites de comunidade, seja por outros meios, o cinema deixou de ser um suporte ao aparecimento de clássicos musicais. Hoje é o cinema que se aproveita da música, pegando em hits com os quais o público alvo do filme se identifica e os encaixa na película. Por vezes um pouco à 'martelada'.

Robert Kraft, presidente da Fox Music afirma, "I spend my whole life looking for the next 'Moon River. Audiences associate that it's the song from Breakfast at Tiffany's; it's organic to the film because Audrey Hepburn sings it on the balcony. It's not just a song anymore, it's the film's melody. If I crowbar a song in a movie, then the audience will smell a rat."

Ontem mesmo, vimos a Academia de Hollywood reduzir o número de canções originais nomeadas, de 5 para 3.

Não há melhor coisa, neste fatalismo quase consensual, encontrar genuínas excepções.

Uma com a sua coerencia e relevancia dentro da própria obra ainda por comprovar, vou esperar, ver 'Gran Torino' e depois conversamos.



Outra é a melodia de "The Wrestler". Sobre o filme, enfim, ainda não encontrei palavras para descrever, ilustrar ou transmitir a experiência que tive ao vê-lo. Porém, digo já, que um dos momentos mágicos foi ouvir esta música nos créditos finais. É a chave que encerra a porta dum éden cinematográfico ao qual voltarei,.. sempre que puder...


"Have you ever seen a one-legged man trying to dance his way free?
If you've ever seen a one-legged man then you've seen me"


11 de janeiro de 2009

TOP 2008 #3

Música. Álbuns lançados em 2008.

POPULAR
. Rita Red Shoes - Golden Era
. Vampire Weekend - Vampire Weekend
. Dead Combo - Luitânia Playboys

JAZZ/ERUDITA
. Brad Mehldau Trio - Live
. Maria João Pires - Chopin
. António Pinho Vargas - Solo


9 de janeiro de 2009

TOP 2008 #2

Filmes estreados, ou lançados directamente para DVD, em Portugal no ano de 2008.

. There Will Be Blood (9/10) - Épico

. Once (9/10) - Nem tragédia grega, nem conto de fadas. Pessoalmente, o melhor musical de sempre.

. 4 luni, 3 saptamâni si 2 zile (8/10) - Aquele filme que gostámos de ter visto, mas não queremos voltar a ver. Realismo lancinante.

. Entre les murs (8/10) - O que somos e o que vamos ser. O nosso mundo. Hoje.

. Before Devil Knows You're Dead (8/10) - Sidney Lumet renascido.

. Atonement (8/10) - Imperfeito? Sim. Pretencioso? Talvez. Belo e arrebatador? Mais certo que sem dúvida.

. Wall-E (8/10) - Character-driven, thought-provacative e personalizado. Sim, também uma animação.

. The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford (7/10) - Um livro em película.

. The Visitor (7/10) - Leva-nos da resignação à maior revolta.

. No Country for Old Man (7/10) - Com maior coesão, seria uma obra-prima.

4 de janeiro de 2009

TOP 2008 #1

Golos.

1 - Adebayor/Walcott, Arsenal vs. Liverpool


2 - Jájá, Metalist vs. Besiktas



3 - Zlatan Ibrahimovic, Inter vs. Bologna

8 de novembro de 2008

Barack Obama

É este o homem que mostrou ao mundo que o sonho afinal pode mesmo comandar a vida.

6 de novembro de 2008

Profecias de um miúdo fininho com um nome esquisito



" We've been asked to pause for a 'reality check'.

We've been warned against offering the people false hope.
But in the unlikely story that is America,
there has never been anything false about hope."

(Foi nos pedido uma pausa para 'cair na real'.
Fomos avisados para não oferecer a este povo falsas esperanças.
Mas na invulgar historia de que é feita a America,
Jamais houve algo de falso na esperança.)

Excerto do discurso de Barack Obama em New Hampshire após uma das suas primeiras vitórias nas primárias.



Nove meses depois, olhamos para esta premissa e solta-se-nos um sorriso. Não só pela forma como nos é apresentada mas sobretudo pela veracidade do seu conteúdo. Só naquele país uma história como a de Obama seria imaginável, quanto mais realizável.
Na madrugada da passada quarta-feira, pelas 2h30 (quando saiu a projecção para o estado de Ohio, indiciando um irreversível caminho para a eleição do democrata) fui envolvido por um sentimento quente, daqueles que vêm as nosso encontro quando assistimos a realização de um sonho.
Já não são só os seus discursos que inspiram. Agora também a história de vida de um miúdo fininho com um nome esquisito, nascido de dois continentes, ensinará que nada é impossivel, inclusivé que um indivíduo negro com 'Hussain' como nome do meio possa ser eleito presidente dos Estados Unidos da América.

Há apenas quatro anos, o nome Barack Obama era desconhecido para a maioria dos americanos.
Foi com o seu discurso na Convenção Democrata de 2004 que se deu a conhecer o actor do próximo grande capítulo dos Estados Unidos.
Finalizo o post com um excerto desse discurso.

"The audacity of Hope"

"I’m not talking about blind optimism here -- the almost willful ignorance that thinks unemployment will go away if we just don’t think about it, or the health care crisis will solve itself if we just ignore it. That’s not what I’m talking about. I’m talking about something more substantial. It’s the hope of slaves sitting around a fire singing freedom songs; the hope of immigrants setting out for distant shores; the hope of a young naval lieutenant bravely patrolling the Mekong Delta; the hope of a millworker’s son who dares to defy the odds; the hope of a skinny kid with a funny name who believes that America has a place for him, too."


29 de outubro de 2008

"Canção ao Lado"

Música popular portuguesa com 'Variações Goldberg" na letra?
Mas a música popular portuguesa não era só pimba?
Contrabaixo?... Tuba?!


Fon-fon-fon - Deolinda

Ja dizia o outro, quem já não tem capacidade de ser surpreendido está morto.

24 de outubro de 2008

Movie Quotes #5

"May you have food and rainment,
A soft pillow for your head,
and may you be forty years in heaven
before the devil knows your're dead!"


Brinde irlandês que dá título e premissa inicial a:

Before the Devil Knows You're Dead
(Antes que o diabo saiba que estás morto.)

Um dos melhores filmes do ano.

23 de setembro de 2008

O Melhor Adepto do Universo

E o trofeu capitão Moura foi para...

Visconde da Apúlia


11 de setembro de 2008

"My Way"

"My Way" é a minha obcessão do momento. É apenas uma canção, anuo, mas compôe a voz e sobretudo a figura de Frank Sinatra, como pira Olímpica para a sua chama. Sinatra que já por si suporta um brilho ímpar, ele é "O Padrinho" em palco.

Num rodízio de versões da música encontrei uma interpretação de Robbie Williams que me fez pensar, o que seria deste tipo, se o Homem, para mais o Inglês, não inventasse os tablóides. E a bebida. E as drogas.

É certo que uma pessoa se pôe a jeito, mas digam lá o primeiro adjectivo conduzido no vosso encéfalo, quando ouvem o nome Robbie Williams: super-estrela pop mimada-egocêntrica e/ou talento extraordinário?